Abraço ao índio na sede da OAB-MS também terá extensa programação cultural

O abraço simbólico às causas indígenas, que acontece nesta sexta-feira (18/01), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, terá uma extensa programação cultural, além dos manifestos contra a onda de violência que afeta o povo indígena no Estado. Hoje (16/01), o presidente da OAB-MS, Fábio Trad, comandou mais uma reunião com advogados e lideranças indígenas, agilizando a mobilização para o evento, marcado para às 9 horas, na Avenida Mato Grosso 4700, Carandá Bosque (ao lado do Hospital Unimed/Miguel Couto).
Tendo como tema “Respeite o Índio – Genocídio Não”, o ato público tem por objetivo chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade de um modo geral, para a crescente onda de violência entre os povos indígenas, principalmente em Mato Grosso do Sul, onde tem sido crescente o número de vítimas por morte violenta, com destaque para a região de Dourados. O manifesto será marcado por dois abraços à sede da OAB-MS, sendo o primeiro a de índios, e o segundo, simultâneo, de advogados em torno dos índios, numa declaração de apoio às causas indígenas.
Conforme a programação, o evento deve ser aberto com um ritual de índios guaranis ao “Deus Tupã”, seguindo-se o Hino Nacional, tocado por Bibi do Cavaco e cantado em aruaque (língua terena e kinikinuwa). Logo após será feita a apresentação do Canto da Paz, por Marcelo Dias, acompanhado no violão pelo professor Marcelo Marques.
Também está prevista uma apresentação da dança terena Bate-Pau, vindo logo em seguida declamação da poesia “A Terra”, pela índia terena Tereza. Jogral com a participação dos índios aldeados da Água Boa e do pajé kinikinauwa Albino Pereira Cece, do poema “Sou o vento que anda”, acompanhado do instrumento musical buiuna (flauta sagrada), que reproduz o som do vento. Em meio à programação cultural acontecerão os pronunciamentos do presidente da Seccional da OAB em Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, e do administrador regional da Funai, Claudionor do Carmo Miranda.

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