Campo Grande (MS) – O somatório de esforços entre os diretores da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso do Sul e a Secretaria Municipal de Saúde, segundo informações liberadas pelo vice-presidente da CAAMS, Jésus Cunha, é mais uma ação importante a fim de manter a febre amarela urbana, doença que já provocou a morte de três no País, longe de Campo Grande.
Respaldado pelo secretário Salim Cheade (respondendo interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde), o evento será coordenado pela enfermeira Erci Harumi Hirota, gerente de Imunização da Sesau, além de Alessandra Pacheco, da CAAMS.
Na próxima quinta e sexta, dias 17 e 18, das 08h às 11h e das 13h às 18h, equipes de vacinadores da CAAMS e Sesau tomarão parte da campanha de imunização de advogados, estagiários, seus dependentes e demais segmentos da população.
A ação conjunta objetiva conscientizar as pessoas da importância da prevenção à doença. É necessário que a pessoa leve a carteira de vacinação. A inexistência de tal documento não significa que a pessoa deixará de ser vacinada contra a febre amarela.
Indígenas – Na sexta-feira, dia 18, quando da realização do evento denominado “Respeite o Índio – Genocídio Não” na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul, todos os participantes (mais de 300 estão sendo esperados pelo presidente da OAB/MS, Fábio Trad) serão convidados a participarem da campanha contra a febre amarela.
A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos contaminados por um flavivirus e ocorre na América Central, na América do Sul e na África.
No Brasil, a febre amarela pode ser adquirida em áreas urbanas, silvestres e rurais. Ou seja, o indivíduo entra em regiões onde existam os mosquitos que picam uma pessoa infectada e em seguida picam outra que ainda não teve a doença, portanto não adquiriu defesas naturais. A febre amarela urbana, apesar dos casos já comprovados, é considerada erradicada no Brasil.
O transmissor – O mosquito Aedes aegypti transmite o vírus da febre amarela de 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada. Em áreas de fronteiras agrícolas, existe a possibilidade de adaptação do transmissor silvestre para o novo habitat.
O Aedes aegypti e o Aedes albopictus proliferam-se nas casas, apartamentos, etc. A fêmea do mosquito põe seus ovos em qualquer recipiente que contenha de água limpa, caixas d’água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas.
O Aedes aegypti e o Aedes albopictus transmitem também a dengue. Ambos picam durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que tem atividade noturna.
Prevenção – Existe uma vacina de virus atenuado, aconselhada a todos que visitam zonas tropicais. Outra forma de prevenção é a erradicação dos locais de reprodução dos mosquitos transmissores e uso de redes ou sprays protectores.
Substituir a água dos vasos de plantas por terra e manter seco o prato coletor.
Utilizar água tratada com cloro (40 gotas de água sanitária a 2,5% para cada litro) para regar plantas.
Desobstruir as calhas do telhado, para não haver acúmulo de água.
Não deixar pneus ou recipientes que possam acumular água expostos à chuva.
Manter sempre tapadas as caixas de água, cisternas, barris e filtros.
Acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa.
Tomar a vacina contra a doença antes de viajar a locais que apresentem risco de contaminação.