A criação do terceiro Observatório Social de Mato Grosso do Sul foi fomentada através de um encontro realizado no início da semana (13/2) em Três Lagoas, na sede da Loja Maçônica João Pedro, com a apresentação do trabalho para quase 80 pessoas, membros de 10 lojas maçônicas do Estado.
O Observatório Social do Brasil, surgiu de um movimento que tomou corpo em 2005, a partir da XV Convenção Estadual da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) realizado em Maringá, cujo tema foi “Micro e Pequena Empresa e a Cidadania Fiscal”, evento que fechou uma série de ações da instituição nas diversas regiões do Estado.
O intuito do Observatório é atuar como organismo de apoio à comunidade para pesquisa e fiscalização, a respeito do comportamento de entidades e órgãos públicos; além de contribuir, diretamente, para que haja maior transparência na gestão dos recursos públicos; com objetivo principal de despertar o espírito de cidadania fiscal pró-ativa, via sociedade organizada.
Podem participar como associados toda entidade de classe, organizações sociais ou comunitária, empresas e entidades públicas, através de cidadãos que os integrem e assim os representem, bem como pessoas físicas.
O ingresso como associado, deverá ser feito através de manifestação formal, na qual haja concordância absoluta, com as condições do Estatuto do Observatório Social. Já estão formalizados Observatórios em Dourados, Campo grande e agora em Três Lagoas.
Para o presidente da OAB/MS, Leonardo Duarte, a criação do Observatório Social, “tem o apoio e a parceria da Ordem, até porque sua ação coincide com a busca permanente de transparência empreendida pela OAB em todo o Brasil”.
Segundo o presidente do Observatório Social em Campo Grande(MS), Hugo Oliveira, embora a população sinta no bolso os tributos que dispensam aos governos federal, estadual e municipal, pouco se sabe sobre o que é feito com este dinheiro, como é administrado e tampouco gerido. “Muitas são as notícias sobre corrupção, desvio de verbas, e embora os jornais publiquem, muitas vezes são poucos aqueles que acompanham. A origem do trabalho foi de prevenir a corrupção, através da fiscalização de procedimentos de licitação nos municípios e gestão do dinheiro público”, destacou.