Um grupo de 800 pessoas percorreu o trajeto entre a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) até o Tribunal de Justiça do Estado (TJ/MS) durante a Caminhada pela Justiça, promovida nessa quinta-feira (25) pela Seccional e apoiada por 21 instituições e sete prefeituras sul-mato-grossenses. De forma ordeira e pacífica, a caminhada foi marcada pela entrega de uma carta de recomendações ao TJ/MS, pontuando os principais problemas enfrentados pelos advogados e pela população, como a morosidade, a falta de transparência nas contas do Judiciário, corrupção, impunidade e trafico de influência na Justiça.
“Clamamos por uma Justiça mais digna aos nossos cidadãos. Somos penalizados constantemente pela morosidade e não podemos nos calar diante de tentativas de fechamento de comarcas e dá má aplicação dos recursos no Poder Judiciário. Queremos uma aproximação da Justiça com o cidadão, para que ele faça parte dessa gestão. Em alguns países, é o povo quem escolhe seu magistrado. Se ainda não vivemos essa utopia, a Justiça precisa, ao menos, ouvir a população e atender seus anseios”, disse o presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues.
Com bandeiras que também contemplavam a revolta pela redução do horário de expediente no Judiciário, a Caminhada foi recebida, ao final do dia, pelo presidente do TJ/MS, Joenildo Chaves. “Buscamos um diálogo permanente e somente através da união de esforços é que vamos conseguir atender às reivindicações”, disse.
Diante da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de barrar o fechamento das comarcas de Angélica e Dois Irmãos do Buriti, Joenildo ameaçou que a implantação de novas varas nas cidades de São Gabriel do Oeste, Mundo Novo, Bela Vista, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã e Dourados será suspensa. “Não podemos admitir que uma medida conquistada através de uma análise que levou em consideração a inconstitucionalidade do ato seja revertida em mais prejuízos à população sul-mato-grossense”, disse o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Douglas Figueiredo, prefeito de Anastácio.
A carta entregue ao TJ/MS leva a assinatura da OAB/MS, Caixa de Assistência aos Advogados do Estado (CAAMS), Sindicatos dos Policiais Federais, Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de MS, Sindicato dos Administradores do Estado, Sindicato dos Policiais Civis de MS (SinpolMS), Escola Superior de Advogados de Mato Grosso do Sul (ESA/MS), Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de MS (Sindjus), Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), Sindicato Rural de Campo Grande, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE/MS), Movimento Popular de Campo Grande, Maçonaria, Instituto Campo Grande de Cidadania, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), União das Câmaras de Vereadores de MS (UCVMS) e grupos universitários como Daclobe UCDB, Atlética de Direito da UFMS (C.A.N.A.A.A), União Estadual dos Estudantes (UEE), Atlética de Direito da UCDB, DCE UFMS e CADIR UNAES.
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