Dourados (MS) – Um dos temas que mais tem preenchido a pauta da atual gestão da 4ª. Subseção da OAB de Dourados, a saúde pública, foi também o destaque da primeira entrevista promovida pela entidade dentro da série que fará com os três candidatos a prefeito da cidade. O candidato petista reconheceu as dificuldades do setor, falou dos entraves enfrentados pela administração da qual fez parte, mas qualificou como um gesto de muita coragem a implantação do Hospital de Traumas. Biasotto foi à OAB em companhia de seu candidato a vice, Cláudio Freire, da esposa Helena Schwartz e de um grupo de assessores. Nesta quinta-feira o entrevistado é o candidato do PDT, Ari Artuzi e na sexta-feira e a vez do Democratas, Murilo Zauith.
O presidente Sérgio Henrique Martins Pereira de Araújo conduziu os trabalhos, em companhia de seu vice-presidente, Arnaldo Rodrigues, na presença do Conselheiro da Seccional Gervásio Scheidt e da presidente da CAAMS, Edna Bonelli. Ele destacou a importância do evento para a comunidade jurídica e defendeu um maior engajamento da classe nas questões políticas, pela importância do advogado no dia a dia da comunidade.
Biasotto começou respondendo a questões sobre gestão pública, anunciando a instituição de um requerimento único, por meio de uma Central de Atendimento ao Público para dar mais agilidade aos processos administrativos, como alvarás. Falou de desenvolvimento, dizendo ser um equívoco as comparações entre Dourados e Três Lagoas, dizendo que aqui a oferta de empregos ainda é muito maior que lá, citando como exemplo de empreendimento a cidade universitária, que além de gerar emprego e renda estimula uma nova forma de desenvolvimento tecnológico e cientifico. Defendeu ainda a diversidade na agricultura para evitar o risco da monocultura da soja e, talvés, da cana, informando que pretende, se eleito, filiar Dourados ao programa merco-cidades como aconteceu com a filiação no Cidade Educadora.
Para Biasoto a saúde pública douradense teve um grande avanço, diante das dificuldades e dos entraves enfrentados, como o funcionamento do HU e o descredenciamento do Hospital Evangélico pelo SUS. Citou como exemplo de atendimento de qualidade o Hospital da Mulher. Ele ainda disse que a atual administração teve muita coragem para implantar o Hospital de Urgência e Trauma. Reconheceu que muita coisa ainda tem que ser feito, e garantiu a ampliação de 37 para 44 equipes do Programa de Saúde Familiar, já no primeiro ano de administração, com criação de núcleos de assistência a família, onde será possível realizar, além dos serviços de prevenção, algumas especialidades médicas, até as 22h.
No início deste ano, depois de uma profunda investigação no setor de saúde pública de Dourados a 4ª. Subseção encaminhou relatórios com sugestões à Secretaria municipal de Saúde e depois acabou sendo convidada, pela prefeitura, para intermediar, com o Governo do Estado, a crise estabelecida na cidade com o descredenciamento do hospital evangélico.