Em fevereiro passado já falávamos da questão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande, que sofreu um aumento exorbitante em 2011, chegando a ultrapassar 100% de acréscimo em alguns casos. Em dezembro de 2010 houve um reajuste médio de 6% do IPTU e, dependendo da região, o reajuste variou entre 6% e 16%. Havia reclamações que apontavam aumentos maiores que esses índices.
Já na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional de Mato Grosso do Sul a registrou que o aumento era excessivo. O que chamava a atenção era o reajuste exagerado, que não havia sido previamente discutido com a população de Campo Grande e que, em alguns casos, ultrapassava 100%.
Agora, a administração municipal da cidade acena com uma alta de aproximadamente 40% no IPTU a ser cobrado em 2012, por causa de uma alegada defasagem nos valores do tributo.
Um aumento dessa magnitude, se concretizado, causará impacto devastador na urbanização de Campo Grande e desestimulará empreendimentos e obras na área da construção civil. O dinheiro que iria para o imposto poderia muito bem ser usado na geração de empregos.
Leonardo Avelino Duarte
Presidente Ordem dos Advogados do Brasil
Seccional de Mato Grosso do Sul