Magistrado autor do livro Operação Hurricane faz palestra em Campo Grande

O ex-desembargador federal J.E. Carreira Alvim, autor do polêmico livro “Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão”, ministrará palestra na quinta-feira e sexta-feira, (20 e 21/out.), para os alunos do curso de Direito — e interessados — da Universidade Anhanguera-Uniderp, Auditório do Bloco 5.

O evento acontecerá em dois horários distintos: dia 20 às 19h00 e dia 21 às 7h30, onde magistrado vai apresentar os bastidores da sua prisão (sem provas), detalhamento do processo de elaboração do livro e ações durante a carreira de juiz.

O desembargador Carreira Alvim não é somente um magistrado. Ele doutorou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, e, antes de ingressar na magistratura federal, no Rio de Janeiro, atuou no então Tribunal Federal de Recursos em Brasília, como Procurador da República, no primeiro concurso público do País.

Desde o início da sua vida forense, atuou como advogado, dedicando-se também ao magistério, lecionando Direito Processual Civil. Além disso, é autor de dezenas de obras jurídicas de grande aceitação pelos operadores do direito, como Teoria Geral do Processo, já na 14ª edição, e uma coleção em dezesseis volumes dos “Comentários ao Código de Processo Civil Brasileiro”.

Quatro anos depois de ter sido preso e desmoralizado injustamente, com transmissão direta pela Rede Globo, apesar do “segredo de justiça” da operação, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim publicou, pela Geração Editorial, o livro Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão, desmonta o que chama de farsa montada pela Polícia Federal – aceita pela Justiça e pela mídia, o que o impediu de ser eleito presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e o levou à prisão e à aposentadoria antecipada.

O livro revela os bastidores da Justiça brasileira, denuncia policiais, procuradores e juízes poderosos e clama por justiça, através de um relato claro, didático, detalhado e impressionante, Carreira Alvim conta seu calvário, busca as razões de ter sido preso por crimes que não praticou, indaga por que seus direitos de magistrado não foram respeitados e denuncia ter sido vítima de uma conspiração odiosa, tramada por altas autoridades da justiça e da polícia.

Ele foi preso sob a acusação – inverídica, segundo ele – de ter recebido pagamento para autorizar o funcionamento de casas de bingo no Rio de Janeiro e integrar uma quadrilha que beneficiava os donos das casas de jogo. Teve sua vida devassada pela Polícia Federal e pelo Fisco, mas nada contra ele foi encontrado. Apesar disso, foi afastado do Tribunal Regional Federal e aposentado. Estranhamente, seu processo está parado desde 2007 no Supremo Tribunal Federal – STF.

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