Projeto com apoio da OAB/MS visa diminuir mortes no trânsito em 6% ao ano

 

O Projeto "Vida no Trânsito", proposta brasileira para a Década de Ação Pela Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU), quer reduzir o número de mortos e feridos no trânsito em Campo Grande em 6% ao ano, das 1.103 vítimas de 2010, para 782 em 2020.

Para alcançar a meta, foi criado o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), que conta com a participação da OAB/MS, representada pela presidente da Comissão de Trânsito, Ana Maria Medeiros.

"É um grupo voltado para estudo de ações para reduzir o número de acidentes graves no trânsito de Mato Grosso do Sul", frisou a advogada Ana Maria. O GGIT é presidido por Rudel Trindade, diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Na Capital, o número de mortos e feridos gravemente a cada 10 mil veículos caiu de 17 em 2010 para 13 em 2011 (redução de cerca de 23%). Esse dado pode ser registrado mesmo com o aumento da população de 787.204 em 2010 para 819.219 em 2011, e da frota – que pulou de 387.999 (sendo 91.008 motocicletas) para 419.322 (sendo 122.309 motocicletas) no mesmo período.

No mundo, são mais de 1,3 milhão de pessoas que perdem suas vidas todos os anos no trânsito no mundo, segundo estimativa da ONU. Das vítimas de acidentes, 50 milhões sobrevivem, mas com ferimentos graves e possíveis sequelas. Ainda segundo estimativas da ONU, as despesas com isso somam estratosféricos US$ 518 bilhões por ano. Além disso, batidas ou atropelamentos são a terceira causa mortis em pessoas de 30 a 44 anos, a segunda em pessoas de 5 a 14, e a primeira em jovens de 15 a 29. Porém o mais assustador é que, se não fosse realizado nenhum esforço em contrário, em 2020 chegaríamos a quase 2 milhões de vítimas fatais por ano no planeta.

Foi por isso que, através da Organização Mundial da Saúde, a ONU lançou em 11 de maio de 2011 a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. A Década abrange cinco pilares sobre os quais estão sendo desenvolvidas as ações: gestão da segurança do trânsito; infraestrutura mais segura e mobilidade; veículos mais seguros; usuários mais seguros e atendimento às vítimas. A meta não é nada pequena: reduzir em 50 % os acidentes de trânsito.

 

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