Na última sexta-feira (22), o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Gervásio Alves de Oliveira Junior, participou do evento de lançamento do Comitê de Combate ao Caixa 2 promovido pela Comissão Nacional de Justiça e Paz (CNBB). O evento aconteceu no auditório da Casa de Apoio ao Devoto do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e contou com a presença do coordenador Nacional da Conferência Brasileira de Justiça e Paz, Carlos Moura e do arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, além de representantes de entidades pastorais e sociedade civil.
Na ocasião, Carlos Moura comentou sobre a importância da sociedade participar do combate a corrupção. “Não só as instituições, mas também a população deve estar de olho nos gastos das campanhas eleitorais. A sociedade deve votar bem e consciente. O objetivo é prevenir a corrupção com a ajuda dos eleitores e assim teremos campanhas mais limpas”, comentou.
O vice-presidente da instituição, Gervásio de Oliveira, disse que o envolvimento das entidades no movimento de Combate ao Caixa 2 intensifica a fiscalização em Mato Grosso do Sul, garantindo probidade das eleições. “Temos nos esforçado para aglutinar as entidades e também incutir na população de que precisamos de eleições limpas. ”.
O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, destacou que a CNBB foi pioneira no combate à compra de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa com a Lei 9840/99, de iniciativa popular. Dom Dimas lembrou que o caixa 2 é uma forma de corrupção que tem gerado muita investigação nos últimos tempos em razão da proibição do financiamento de campanha por meio de pessoas jurídicas. “A CNBB e a OAB, junto com outras 40 entidades, vêm se reunindo regularmente para montar ações que ajudem o Ministério Público e a Justiça Eleitoral a coibir o Caixa 2. O Movimento não tem poder de justiça nem de polícia, mas serve como canal para que a população tenha uma referência na hora de denunciar”, explicou.
Participaram também do evento o representante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, em Campo Grande (MCCE/CG), Lairson Palermo, o juiz da 1ª Vara Criminal, Roberto Ferreira e a representante do Núcleo de Auditoria Cidadã da Dívida de MS, Luciane Costadele.
