OAB/MS e IEPSIS lançam a edição 2026 do Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira

Na manhã desta sexta-feira (26), em uma cerimônia realizada no auditório as OAB/MS, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul e o Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde e Inclusão Social (IEPSIS) lançaram a edição 2026 do Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira, um dos maiores eventos sobre inclusão do Brasil.

 

A edição 2026 do congresso será em Ponta Porã, nos dias 14 e 15 de março, e reunirá ciência, inclusão e grandes debates sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), fortalecendo o compromisso da OAB/MS e do Instituto IEPSIS com toda a sociedade.

 

Na mesa de abertura estavam o Presidente Bitto Pereira; a Vice-presidente Marta do Carmo Taques; o Secretário-Geral e Corregedor-Geral Luiz Renê Gonçalves do Amaral; a Secretária-Geral Adjunta Letícia Arrais Miranda Guimarães; Emília Gama, diretora institucional do IEPSIS; o Membro Honorário Vitalício Claudionor Miguel Abss Duarte; o Conselheiro Federal Daniel Castro; o Diretor-Geral da ESA/MS João Paulo Sales Delmondes; o Presidente da CAAMS Gabriel Affonso de Barros Marinho; a Secretária-Geral do MPMS Ludmilla de Paula Castro Silva e o Presidente da Ajufems Ney Gustavo Paes de Andrade.

 

Em sua fala, o Presidente Bitto Pereira lembrou que as boas pautas reúnem espontaneamente pessoas de bem e apontou que os presentes no auditório e na mesa de trabalho para o lançamento da edição 2026 do congresso é a prova inconteste da afirmação.

 

“É muito significativo o lançamento da terceira edição desse congresso nos primeiros dias da primavera, porque a primavera significa renovação, esperança, e o que o Congresso Autismo Sem Fronteira faz é renovar a esperança de mães, pais, familiares e amigos que encontram nesse espetacular evento apoio, informação, quando os mais renomados profissionais do país se reúnem para propagar conhecimento e dizer: há esperança. Muito me orgulho de presidir uma instituição em que essa pauta tem o devido valor. Continuaremos trabalhando com dedicação e empenho para este, que já é um dos maiores congressos do país, seja solidificado como referência para todo o Brasil”.

 

Emília Gama, especialista em TEA e uma das fundadoras do IEPSIS, destacou que o Congresso Autismo Sem fronteira não é apenas um evento, mas um marco, e existe porque uma classe profissional decidiu se levantar, assumindo o compromisso de construir um legado que será usado por gerações.

 

“Vocês ainda não têm a real dimensão do que estão fazendo, mas posso afirmar que quando profissionais são capacitados, a família inteira ganha e a sociedade colhe os frutos. A sobrecarga materna nasce da falta de acesso e ter uma instituição como a OAB/MS nessa luta é testemunhar essas mães sendo salvas de lutar sozinhas. Obrigada, Presidente Bitto, pelo apoio institucional que gera esperança no futuro de milhares de crianças e famílias. A educação é a arma mais poderosa para o combate à falta de acesso e é isso que vocês estão fazendo. Que esse congresso seja o início do movimento sem volta e que cada mãe possa descansar na certeza de que seus filhos terão voz, vez e futuro”.

 

O Secretário-Geral e Corregedor-Geral Luiz Renê Gonçalves do Amaral esclareceu que é pai atípico, de uma menina com autismo, e vive diariamente as dificuldades dessa realidade.

 

“Passamos por tudo com coragem, dedicação, carinho, amor e preparo, advindo de uma pessoa que, com seu conteúdo acadêmico e humano, transformou a história de muitas famílias, que é o Paulo Liberalesso. Ele tem nos orientado, mostrando que existe futuro muito além das diferenças, das idiossincrasias das pessoas com TEA, e que precisamos nos preparar para esse futuro. E a forma como a OAB/MS abraçou essa ideia, como a Chayenne liderou esse processo, é algo de júbilo. Hoje, convidamos todos os segmentos da sociedade a continuarmos nesse caminho de transformação e de um futuro próspero”.

 

A Secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luísa da Silva, iniciou sua fala com um recado do governador Eduardo Riedel para Chayene do Amaral: não há fronteiras quando o coração é acessível e o coração dela tem construído pontes entre o conhecimento e as políticas públicas do Estado de MS.

 

“O Congresso é um sucesso porque o conhecimento transforma, mostra o caminho da empatia, do amor e nos une para dizer que inclusão não é nenhum tipo de favor: é um direito garantido de todos. A inclusão só transforma quando entendemos que cada um de nós tem deficiências e, com isso, podemos ter uma política pública estruturada, fazendo a diferença não apenas para esta, mas para as próximas gerações. Contem conosco para levar o congresso para as nove regiões de MS, permitindo o conhecimento mais acessível a todos”.

 

O congresso representa um marco histórico na luta pela inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo a conscientização e a construção de uma sociedade mais empática e informada.

 

A idealizadora do primeiro congresso, Chayene Marques Georges do Amaral, é Membra Consultora da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/MS, mãe de uma menina com TEA. Ela fez um balanço das duas primeiras edições do congresso realizadas em Ponta Porã, em março de 2025, e em Campo Grande, dois meses depois, relatando números, parcerias, a quantidade de participantes e conquistas.

 

“O congresso nasceu do meu coração com a intenção de compartilhar tudo o que aprendi. Saio da minha zona de conforto e faço questão de trabalhar com o IEPSIS porque mudou minha família, me deu a oportunidade de ver minha filha se desenvolver. Dizendo isso, lançamos a edição 2026 do Congresso Autismo Sem Fronteira e vejo aqui grandes parceiros, envolvidos com a causa. Esse evento não é mais um congresso: é um grande movimento”.

 

O médico Paulo Liberalesso, diretor do IEPSIS e coordenador científico do congresso, é uma das maiores autoridades sobre autismo no Brasil. Ele citou nomes de grandes autoridades que estarão no congresso em março de 2026 para abordar temas como a perspectiva do autista dentro da escola, nas diferentes interfaces; a perspectiva do autismo na adolescência, o neurodesenvolvimento típico, a inflexibilidade cognitiva e a estereotipia, entre outros.

 

“Quando penso nos grandes movimentos mundiais sobre o TEA, quero saber quem começou e se prestarem atenção, perceberão que sempre foi uma mãe que começou. Ninguém estaria aqui se não houvesse uma mãe que se incomodasse com a situação e, às vezes, as coisas vão ficando tão grandes, como os eventos realizados em MS”.

 

O deputado federal Marcos Pollon, diagnosticado com TEA, contou experiências pessoais e relatou o duro caminho enfrentado na luta da pessoa com autismo, ele cumprimentou a idealizadora do evento, a OAB/MS pelo apoio incondicional à causa, aos diretores do IEPSIS pelo trabalho transformador na vida das pessoas atingidas pelo TEA e colocou-se à disposição para caminhar nessa luta.

 

“O autismo é muito limitante, embora minhas limitações não sejam aparentes, já que aprendi a controlar, por isso conclamo a todos a tratar esse tema com seriedade. Parabenizo aos envolvidos no evento e nessa luta de inclusão”.

 

A Secretária-Geral do MPMS, Ludmilla de Paula Castro Silva, destacou a necessidade de replicar a mensagem para a sociedade, pois os cidadãos que procuram o MP o fazem como se o Parquet fosse a última esperança.

 

“Precisamos espalhar a mensagem para que mais pessoas se engajem nessa luta e esse congresso representa a esperança. O propósito desses profissionais vai trazer transformação para nossas crianças. Sigam firmes nesses propósitos porque hoje temos muito, mas teremos muito mais”.