15 de junho: Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. A Comissão dos Direitos dos Idosos da OAB/MS vem fortalecendo ações, com parceiros como a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Municípios e do Estado, com os Conselhos Municipais e Estaduais, bem como colaborou com a reativação do Fórum Permanente em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Essas parcerias estão sendo positivas, pois, estão inseridos o poder público, a sociedade civil organizada, as instituições de longa permanência, e os próprios usuários, ou seja, as pessoas idosas.

Sabemos que as estatísticas indicam que a população idosa vem crescendo, devido a vários fatores: avanços na medicina, estilo de vida mais saudável, e as opções das famílias modernas em não terem muitos filhos. O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. Só no Brasil, existem quase 20 milhões de pessoas idosas. Isso representa 11% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Censo 2010. As projeções apontam, também, que em 40 anos o percentual de pessoas idosas deve triplicar no Brasil, aproximando-se de 29,7% da população. Segundo tais projeções, em 2050 haverá duas vezes mais idosos do que crianças na sociedade brasileira.

Faz-se necessário olharmos com mais atenção para este fato, e mudarmos a consciência da nossa sociedade, para termos mais respeito e mais empatia pelas pessoas idosas. Todos nós, se não morrermos, vamos envelhecer, porque não tratar os nossos idosos com mais respeito, com atitudes simples podemos fazer essa diferença, não utilizando sua vaga no estacionamento, deixando as pessoas idosas usarem seu lugar de direito na fila do mercado, da loja, no banco. Tratar com urbanidade, os idosos que temos em casa ou próximos da família, ter paciência para conversar, não explorar a situação econômica do aposentado que você conhece. As violências podem ser visíveis e/ou invisíveis, e muitas vezes as violências invisíveis são as que mais machucam, pois, ferem sentimentos, machucam, e em a dignidade dessas pessoas.

Pequenos gestos fazem a diferença na vida dessas pessoas. E a dignidade não envelhece.

 

Liliam Veronese – Presidente da Comissão dos Direitos dos Idosos (CDI)

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