Campo Grande – “Por sua histórica representação da sociedade civil, a participação da OAB é imprescindível neste processo”, afirmou o vice-presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Amarildo Cruz (PT), ao convidar o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados (OAB/MS), Fábio Trad, para reunião a ser realizada na quarta-feira (28), no Plenarinho da Assembléia. O objetivo do Legislativo estadual é o de organizar um movimento com as entidades civis do estado pela necessidade urgente da aprovação, pelo Congresso Nacional, da reforma política.
Amarildo Cruz esteve na presidência da OAB/MS nesta segunda-feira à tarde com seu chefe-de-gabinete Paulo Barbosa. Foi recebido por Fábio Trad e pelo secretário-geral da OAB/MS, Ary Raghiant Neto (foto), que expressaram a orientação do Conselho Federal da Ordem, em nível nacional, pela defesa da reforma política com a tomada de mudanças urgentes como a instituição do financiamento público de campanha, extinção de votações secretas e outros temas. “A sociedade não vive sem político e portanto se vê a necessidade urgente de toda a classe política, independentemente de grupos ou partidos, de resgatar sua credibilidade junto à sociedade”, defendeu Fábio Trad.
A reunião desta quarta-feira será preparatória para audiência pública a ser realizada pela Assembléia Legislativa no dia 12 de março. Na ocasião, o fórum integrado por parlamentares estaduais e por representantes da OAB/MS e demais entidades civis fará um documento expondo sua posição em relação à urgência na reforma política que será entregue ao Congresso Nacional. “Já pré-agendei esse encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), em sua recente visita a Mato Grosso do Sul durante o carnaval”, informou Amarildo Cruz.
Tanto os diretores da OAB/MS como o representante do Legislativo estadual concordam que a reforma política está diretamente ligada a qualquer outra reforma que seja discutida no País, como as atuais discussões sobre o Estatuto da Criança, legislação trabalhista, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “Todos esses e outros temas dependem da reforma política”, expressaram.