OAB/MS leva 1.200 às ruas contra exclusão de MS do PAC da Violência, no aniv

Campo Grande – Pelo menos 1.200 pessoas e cerca de 30 entidades civis e públicas aderiram à caminhada do movimento MS Contra a Violência encabeçado pela OAB/MS na manhã deste domingo (26) durante o desfile cívico em comemoração aos 108 anos de Campo Grande, no centro da cidade. A manifestação que teve à frente o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, e a vice-presidente Kátia Cardoso, foi um protesto pacífico contra a exclusão do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).

Lançado no dia 20 deste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva o chamado PAC da Segurança prevê investimentos de US$ 3,3 bilhões a médio e longo prazo na segurança pública das regiões metropolitanas mais violentas do Brasil. A OAB/MS resolveu protestar pois considera que a inclusão do estado seria de grande valia na prevenção e combate à violência em todo o País. Com extensa faixa de fronteira seca com dois países, Paraguai e Bolívia, Mato Grosso do Sul é considerado pelas próprias forças de segurança nacionais como um dos principais corredores de entrada de armas e drogas que abastecem o crime nas principais cidades brasileiras.

“Este ato é uma demonstração de que a sociedade está atenta contra eventuais omissões ou até mesmo abusos das autoridades”, classificou Fábio Trad ao comentar a adesão de diversos segmentos ao protesto e o aplauso do público diante das faixas de protestos exibidas no desfile liderado pela OAB/MS na Rua 14 de Julho. Em frente ao palanque das autoridades os manifestantes do movimento MS Contra a Violência cantaram por duas vezes o hino nacional. Fábio Trad entregou ao prefeito Nelson Trad Filho e à primeira-dama do município Antonieta, camisetas do movimento.

Outros problemas que afetam o país considerados violência contra a sociedade também foram lembrados em faixas levadas pelos manifestantes, como a corrupção no poder público, o caos aéreo, o trabalho escravo, a exploração sexual infantil e de adolescentes, a violência no trânsito etc. Dentre as entidades que integraram o movimento, igrejas de diversas denominações católicas e evangélicas, organizações não-governamentais como o Coletivo de Mulheres Negras, sindicatos e associações; e, inclusive, representantes de órgãos públicos como a Câmara dos Vereadores, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

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