Autoridades do setor argumentam que a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) cresceu ao longo dos últimos anos, sem o devido planejamento, assumindo cadeias públicas em cidades do interior do Estado e as transformando em presídios, sem que para isso estivesse em condições.
O número de estabelecimentos penais administrados pela Agepen saltou de 19 para 37, sendo apenas três de categoria máxima, teoricamente para presos de alta periculosidade – Campo Grande, Dourados e Naviraí.
Junto a essa ampliação assistiu-se a uma gradativa defasagem no número de servidores disponíveis, como por exemplo, os agentes e oficiais de segurança. O quadro de pessoal não acompanhou, proporcionalmente, a nova realidade imposta ao sistema penitenciário.
Capacidade
De acordo com as informações, o sistema conta hoje com somente 858 celas, o que representa uma capacidade média para 4.216 presos. Em Campo Grande são nove unidades prisionais, onde a maior delas é o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho. Por categoria, são unidades de categoria máxima (uma), média (quatro) e mínima (quatro).
No interior do Estado, os estabelecimentos estão distribuídos entre os municípios de Ponta Porã (três), Dourados (dois), Jateí (um), Amambai (dois), Rio Brilhante (um), Naviraí (um), Corumbá (três), Aquidauana (dois), Bataguassu (um), Três Lagoas (três), Paranaíba (dois), Cassilândia (dois), São Gabriel do Oeste (dois) e Dois Irmãos do Buriti (um). São unidades dos regimes fechado, semi-aberto e aberto.