Campo Grande (MS) – O advogado Gustavo Giacchini, coordenador do movimento MS Contra a Violência encabeçado pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul, lamentou hoje (6), em Dourados, a censura imposta pelo comando da Polícia Militar estadual que proibiu soldados e oficiais de participarem do Fórum de Segurança Pública do Estado que está sendo realizado nesta sexta-feira no plenário da Câmara dos Vereadores daquela cidade distante 210 quilômetros ao sul de Campo Grande. “O Comando-geral da PM proibiu policiais de participarem do evento apoiado pelo Ministério de Justiça. Proibiu soldados ou oficiais de comparecerem ao evento fardados. E quem quisesse participar, mesmo de folga, teria de ter autorização do superior imediato. Com essa restrição, o auditório da Câmara está pela metade, numa tentativa de esvaziar o evento e numa demonstração de que autoridades não querem que a segurança pública estadual seja debatida de forma democrática”, afirmou Giacchini.
Reunindo integrantes das forças policiais civil e militar do estado, o Fórum de Segurança Pública do Estado que acontece nesta sexta-feira em Dourados tem como tema central “Segurança Pública em Debate: a Visão do Servidor”. Com apoio da Prefeitura de Dourados, o evento tem como objetivo mostrar, tanto para a sociedade, como para as instituições, imprensa e comunidade, o descaso que as autoridades têm com a segurança pública. Conforme o vice-presidente do Sindicato da Polícia Civil, Roberto Simão de Souza, o evento quer chamar a atenção para os problemas enfrentados no dia a dia das polícias. “Escolhemos estrategicamente o município de Dourados devido à situação precária em que passa o sistema penitenciário, com super lotação das cadeias e a falta de material para trabalhar”, ressaltou Roberto.
Para o diretor da Associação dos Cabos e Soldados, Francisco Valensuelo Lopes, o envolvimento dos sindicatos e das associações da classe reforça a atenção que o assunto necessita. “Os trabalhadores das áreas da segurança pública do Estado lutam por melhores condições de trabalho e por locais adequados para abrigar aqueles que cometem delitos”, afirma. O Fórum tem a participação do Sindicato da Polícia Civil – Sinpol; Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros – ACS; do Sindicato dos Agentes Penitenciários e da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.