OAB/MS aguarda esclarecimentos de denúncias de ocupante do Morada Verde

A advogada e presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/MS, Kelly Cristiny de Lima Garcia, acompanha o caso da família que mora em terreno invadido no Bairro Morada Verde. A denúncia é que eles vivem em condições sub-humanas, convivendo com usuários de drogas, animais e violência constante. Rosilene Geronimo de Souza, de 29 anos, procurou a OAB para denunciar o ocaso. Ela mora com os dois filhos, um deles especial, e o marido.

Rosilene está inscrita no programa de habitação popular do município desde de 2005, mas, ainda hoje, não obteve respostas. "A situação é muito difícil para essa família e a comissão acompanha o caso. Precisamos também entender como funciona o sistema de sorteio de casas populares, pois tem muitos que precisam e acabam esperando anos na fila", comentou Kelly Cristiny.

Segundo a denúncia, funcionários do Atacadão jogam lixo no barraco da família, que faz divisa de muro, como forma de coagir para que eles deixem o local. Wellington Ferreira de Carvalho, 29 anos, afirma que o terreno é da Prefeitura e que está abandonado, mas o casal foi intimado duas vezes pela Justiça. Já o Atacadão alega que o terreno é particular.

Além da situação de habitação, o filho mais velho, com 10 anos, de Rosilene sofre problemas de saúde e precisa de acompanhamento médico. Esta semana foram enviados dois pedidos de esclarecimentos sobre as denúncias a Adriano Ferreira, gerente comercial do Atacadão , e Carlos Marun, secretário de Estado de Habitação e das Cidades de Campo Grande. "Aguardamos um posicionamento dos representantes", comentou a presidente da comissão.

Deixe um comentário