Comam reitera pedido de análise da ampliação do perímetro urbano da Capital

Membros da Comissão de Meio Ambiente (Comam) da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) se reuniram nessa semana e debateram sobre a ampliação do perímetro urbano na Capital. A presidente da Comissão, Helena Clara Kaplan, explica que o aumento, previsto em legislação municipal, não passou por consulta do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização (CMDU).
A ampliação em 136,85 hectares, totalizando 35.903 hectares no município, faz parte da Lei Complementar nº 205, de novembro de 2012, de autoria do Poder Executivo. O texto foi aprovado pela Câmara de Vereadores no dia 26 de outubro do ano passado, no entanto, segundo a Comam, fere o dispositivo legal do próprio Plano Diretor, que no parágrafo 2º do artigo 13 da Lei Complementar municipal 74/2006, diz que cabe ao Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização (CMDU) ouvir e se manifestar, previamente, em matérias de interesse urbanístico, o que não ocorreu.
A presidente da Comam explica que o Plano Diretor determina que os Projetos de Lei, bem como os planos, programas e projetos devem ser previamente e obrigatoriamente encaminhados ao Conselho Municipal para análise e parecer, que será apreciado e considerado como relevante contribuição indicativa da sociedade. “A ampliação do perímetro urbano está vinculada diretamente à revisão do Plano Diretor, cuja periodicidade consta expressa em lei e possui rigoroso critério que, todavia, não foi respeitado, nem sequer partilhado com aqueles que representam a sociedade e detêm cadeira nesse Colegiado”, comenta Helena Clara.
A advogada acrescenta que o aumento do perímetro urbano gera reflexos diretos para sociedade e que falta o controle em relação à urbanização. “Com os grandes empreendimentos, que precisam de liberações imediatas, as regiões mais distantes acabam sendo prejudicadas, e a ampliação, por exemplo, de abastecimento de água e rede de esgoto ficam para segundo plano. Precisamos de providências na análise da ampliação do perímetro urbano para evitarmos maiores prejuízos socioambientais”, comenta a Clara Kaplan. 

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