ESA Conecta promove palestra com o tema “Envelhecer em cena: entre a autonomia e a proteção”

Na noite desta quinta-feira (02), a ESA/MS, em parceria com o IBDFAM, realizou mais uma aula por meio do projeto ESA Conecta, com o tema “Envelhecer em cena: entre a autonomia e a proteção”.

A abertura do evento foi conduzida pela Secretária-Geral Adjunta da ESA/MS, Juliana Medina Aragão, que destacou a importância do tema para a Advocacia.

“Recebemos hoje as palestrantes que irão trazer uma reflexão sobre o envelhecimento, que acredito ser um desafio na nossa contemporaneidade, sobretudo quando falamos nas ações de interdição e de demandas que envolvem a capacidade civil”, declarou.

A palestra foi ministrada pela Juíza da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande e Presidente da ABRAMINJ, Katy Braun, e da Professora Maria de Lourdes Jeffery Contini. O evento contou com a presença da Presidente da Comissão de Psicologia Jurídica da OAB/MS, Michelle Joany Zompero Santos e do Presidente da Comissão de Direito da Pessoa Idosa da OAB/MS, Nelson Passos Alfonso, na função de debatedores, e da Conselheira Estadual Ana Maria Medeiros.

Em sua explanação, Maria de Lourdes afirmou que o ser humano necessita de socialização e que, por esse motivo, é necessário que se observe como essa necessidade é atendida conforme o envelhecimento.

“Freud já dizia, há mais de 100 anos, que não existe vida psíquica separada da vida social. O outro está sempre presente em nós, seja como modelo, parceiro ou até adversário. Somos seres de relação do início ao fim da vida, e é a partir dessa compreensão que precisamos olhar para o envelhecimento e para a forma como vivemos essa etapa do ciclo vital”, afirmou a Professora.

Em sua fala, a Juíza Katy Braun relacionou o envelhecimento com a visão jurídica e afirmou que, muitas vezes, a pessoa idosa lida com o preconceito associado à suas capacidades cognitivas.

“É muito importante encarar o envelhecimento dessa forma. Do ponto de vista jurídico, também precisamos nos preparar para essa etapa da vida, seja por meio de um testamento vital ou da tomada de decisão apoiada, quando houver alguma limitação. Muitas vezes, quem envelhece já acumulou experiência, mas passa a tomar cada vez menos decisões porque sua vulnerabilidade é interpretada de forma equivocada”, destacou a palestrante.