A vice-presidente da Comissão de Combate e Enfrentamento a Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (COMCEVID), Ana Patrícia Nassar participou, na última sexta-feira (5), de oficina promovida pela Defensoria Pública do Estado, por meio do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem).
O objetivo da oficina – ministrada pelo promotor Thiago André de Ávila – foi comemorar os 10 anos da Lei Maria da Penha, debater os fatores de risco do feminicídio e discutir o enfrentamento à violência doméstica. O evento faz parte da programação “Agosto Lilás”.
“A finalidade da participação na oficina é no sentido de reciclar o conhecimento sobre a temática, vez que a nossa comissão atua de forma preventiva nas questões ligadas a violência doméstica na busca pela efetivação dos direitos das mulheres”, explicou Ana Patrícia.
Maria da Penha – Segundo o promotor responsável pela oficina, os pontos psicológicos e socioeconômicos, tanto da vítima de violência quanto do agressor devem ser investigados. “Baixa auto-estima, dependência emocional e idade são alguns dos aspectos que tornam a mulher vulnerável à violência doméstica”, ensina Thiago André Ávila. “Já no agressor, questões relativas à personalidade, intolerância, histórico criminal anterior e a baixa capacidade de reflexão sobre os atos são alguns dos fatores relevantes que devem ser analisados”, explicou o promotor.
As denúncias por parte das mulheres vem crescendo desde que a lei foi promulgada. De acordo com dados da Defensoria Pública do Estado, de 2014 para 2015 o número de atendimentos realizados para mulheres cresceu 36%, de 4.725 para 6.426. A parcial de atendimentos até abril de 2016 somou 3.162 mulheres atendidas, quase metade do total do ano anterior.
