Ao término de 2006, quando me convidou para atuar como assessor de imprensa em sua futura gestão na Ordem, Fábio Trad me contou ter dois principais objetivos: se empenhar em defender e fazer valer na prática as prerrogativas da advocacia (que embora previstas na Constituição Federal garantindo ao advogado o pleno exercício de suas funções na defesa dos direitos do cidadão são por vezes desrespeitadas pelas próprias autoridades); e se esforçar em resgatar o papel histórico da OAB como a instituição de defesa do estado democrático de direito em prol de toda a sociedade civil e de cada cidadão brasileiro.
Fábio Trad acreditava, então, que com esses dois princípios básicos norteando suas iniciativas à frente da OAB-MS, suas ações poderiam ajudar resgatar a própria imagem do advogado que, em anos anteriores, sem defesa própria de sua causa perante a opinião pública, vinha sendo maculada através da mídia, seja no noticiário, seja em telenovelas e programas de variedades na TV, como a de um profissional que existia apenas para defender o interesse de quem descumpria as leis e demais normas que regem a sociedade.
Deixo hoje a atual equipe da OAB-MS com a satisfação do dever cumprido e a consciência de ter me empenhado em meu pequeno papel combatendo o bom combate e saio acreditando ter colaborado, com sincera e entusiasmada ação profissional, para estes objetivos propostos e executados em ações diversas pela atual gestão da instituição tenham sido amplamente divulgados e ecoassem por toda a sociedade. Acredito, sinceramente, e os fatos reportados registram, que os objetivos idealizados e me confidenciados por Fábio Trad foram avante, palavra esta que ele próprio costuma sempre repetir.
As diversas ações em defesa de interesses coletivos da sociedade civil organizada, ao terem sido amplamente reportadas neste período pela mídia estadual e em alguns casos pela imprensa nacional, ajudaram a resgatar, junto à opinião pública, o imprescindível papel da advocacia na defesa dos cidadãos brasileiros como um todo (inclusive, claro, na defesa de eventuais infratores, pois como errar é humano o erro é passível de todos nós e todo aquele que erra deve ter, em qualquer sociedade que se queira chamar de democrática, seu direito de defesa também preservado, em prol da própria justiça, já que a história é farta de episódios frisando que a injustiça impera quando esses direitos são usurpados).
Vale lembrar ainda as muitas ações corporativas desenvolvidas pela OAB em defesa dos interesses coletivos da classe como um todo. Fatos que, também, amplamente ecoados pela imprensa, ajudaram a resgatar a imagem da OAB como instituição presente e atuante e a da profissão de advogado no seu importante e imprescindível papel na de preservar e defender o estado democrático de direito.
Ao término de mais esta missão, agradeço, antes, à Deus, pela oportunidade e por Sua onipresente companhia, pedindo a Ele perdão pelas falhas e pedindo Sua eterna ajuda neste aprendizado em busca de continuar combatendo o bom combate e de exercer com dignidade meu papel por menor que ele possa ser.
Agradeço, de coração, aos colegas jornalistas que de forma tão importante colaboraram em mais esta jornada. Agradeço ainda a todos os advogados, sem distinção, e agradeço a oportunidade de ter conhecido alguns desses profissionais que, de uma forma ou de outra, tão grandemente colaboraram nesse meu eterno aprendizado de vida no qual acredito que eu estaja no beabá o que me renova o entusiasmo de a cada dia querer aprender um pouco mais. E agradeço em particular ao doutor Fábio Trad pela confiança depositada em minha ação profissional!
E obrigado a você também leitor, que tem me acompanhado nessas várias jornadas. E parafraseando o próprio Fábio, vamos avante! Pois como já disse Fernando Pessoa no deleite de sua inspirada genialidade eternizada pelas letras, navegar é preciso…!
Marco Eusébio
Jornalista