Encerramento da II Semana do Índio terá apresentações culturais

O encerramento da II Semana do Índio da OAB/MS será realizado nesta quinta-feira (28/4) com palestras e atrações culturais. Às 18h30, terá a apresentação da peça de teatro “TEKOHA – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno”, inspirada em Marçal de Souza, encenada pelo Teatro Imaginário Maracangalha e dirigida por Fernando Cruz.

Em seguida, o tema “O Direito Indígena e os povos indígenas : uma visão do futuro” será apresentado pelos convidados indígenas Marcos Terena e Ailton Krenak. Às 22 horas, terá a “Noite Cultural”com artesanato, música e comida guarani. O encerramento acontece com a Leitura da Carta da II Semana do Índio na OAB/MS.

Para a presidente da Comissão Permanente de Assuntos Indígenas (Copai) da OAB/MS, Samia Roges, as discussões realizadas durante a Semana do Índio estão sendo importantes para a conscientização da sociedade sul-mato-grossense. “Está sendo um evento bastante diversificado. Percebemos a participação de várias autoridades, deputados, vereadores, procuradores, todos interessados na questão indígena”, ressaltou.

Trabalho indígena – Na última quarta-feira (27/4), o trabalho indígena foi tema das discussões da Semana do Índio, após a exibição do documentário “A sombra de um delírio verde”. O vídeo, produzido pelo jornalista Cristiano Navarro de São Paulo, mostra as condições de trabalho a que são submetidos os indígenas do Estado nas usinas de açúcar e álcool.

O assunto foi debatido com a presença da presidente da Copai, Samia Roges Jordy Barbieri, e dos convidados Francisco das Chagas Lima Filho, desembargador Federal do TRT da 24ª Região, e Paulo Douglas Almeida de Moraes, procurador do Trabalho da 24ª Região, Otoniel Ricardo, indígena e vereador de Caarapó, a cacique Enir Bezerra, Marcos Terena e a advogada Tatiana Ujacow.

Samia Roges destacou que a exibição do documentário foi fundamental para mostrar a importância de se discutir o trabalho indígena em Mato Grosso do Sul. “As imagens mostraram a desigualdade, as dificuldades enfrentadas pelos índios”.

De acordo com a presidente da Copai, o procurador do Trabalho, Paulo Douglas, já encontrou com ações civis públicas e informou que há possibilidade de qualificação dos índios. “A produção sucro-alcooleira será mecanizada e com isso, é preciso qualificar os índios e, desta forma, regularizar a situação deles. Para isso, será necessário também a participação das federações e setores ligados a indústrias”, relatou Samia Roges.

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