Em sessão ordinária do seu Conselho Seccional, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, realizou na manhã de hoje três desagravos públicos a advogados, pois os mesmos, quando no exercício de sua profissão, foram desrespeitados em suas prerrogativas. O juiz federal Odilon de Oliveira é apontado como responsável por duas ofensas a advocacia, enquanto a terceira é atribuída ao juiz de Direito Bonifácio Hugo Rausch. Os desagravos foram aprovados pelo Conselho Federal da Ordem.
O primeiro desagravo público foi feito em nome do advogado Manuel da Cunha Lacerda, desrespeitado no exercício da profissão pelo juiz Odilon de Oliveira, quando este se encontrava à frente da 1ª Vara da Justiça Federal de Ponta Porã. O magistrado é acusado de ter montado um inédito aparato policial intimidatório para a tomada de depoimento em audiência de sumário de culpa, ao mesmo tempo em que os advogados se viam submetidos a constantes revistas corporais com detectores de metais, procedimento que não era imposto aos procuradores da República.
À mesma situação fora submetida a advogada Cecília Dorneles Rodrigues, na época gestante, e hoje também desagravada em reunião do Conselho Seccional. A oração de desagravo foi feita pelo conselheiro estadual da OAB-MS Marcus Antônio Ruiz, com a leitura das notas de desagravo feita pela vice-presidente da Seccional, Kátia Maria Cardoso.
Ainda na sessão de hoje, a OAB-MS promoveu o desagravo público do advogado Cícero João de Oliveira, desrespeitado em suas prerrogativas pelo juiz de Direito Bonifácio Hugo Rausch. O magistrado teria proibido o acesso do advogado aos autos, antes da citação, em um processo em trâmite pela comarca de Itaporã. A oração de desagravo foi feita pela conselheira estadual Mônica Barros Reis, e a nota de desagravo lida pela vice-presidente Kátia Cardoso.