Para Busato, presidir a OAB “é ostentar a chama olímpica da cidadania: cada um de nós que assume este lugar sabe que dá seqüência a uma missão, sabe que não a iniciou e que não a concluirá”. Salientou que a OAB é uma casa “sensível à voz das ruas, ao clamor dos mais fracos, comprometida com a distribuição da administração de justiça, um bem ainda dramaticamente escasso em nosso País”. E observou que o cargo de presidente da OAB não é remunerado, mas “doação voluntária – à advocacia e à pátria, missão cívica e humanitária cuja remuneração transcende a esfera estritamente material”.
Ele destacou também a característica de independência e de autonomia da OAB. “Aqui não tem dinheiro público, não tem o tacão do Estado”, afirmou Roberto Busato, para acrescentar que a Ordem dos Advogados é hoje “a maior e a mais acreditada entidade corporativa do país – e não há dúvida de que é – , se é a voz da sociedade civil, reflete apenas o prestígio de que é credora a advocacia”. Às 19h, durante a posse solene da nova diretoria do Conselho Federal da OAB, conduzida por Cezar Britto, Busato fará novo pronunciamento. Ele passa agora a ser membro honorário vitalício da entidade.