Membros do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul (Formads) vistoriam as nascentes do Córrego Guariroba para verificar as ações que estão sendo desenvolvidas para recuperação local. Nos últimos anos, o Guariroba, responsável por mais de 50% do abastecimento da Capital, sofreu desmatamento superior a 13 mil e quinhentos hectares, desse total 82% da área degradada foi usada pela pecuária.
Durante a visita, constataram que houve sensível melhora na região com a retirada de eucaliptos plantados até as margens das nascentes, o plantio de matas ciliares nativas e queda no assoreamento do leito das águas. Ainda assim, questionaram a aplicabilidade dos recursos. Segundo Haroldo Borralho, coordenador de meio ambiente do Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares (Cedampo), é preciso pontuar os valores investidos com mais clareza, detalhando o dinheiro investido.
A presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MS, Helena Clara Kaplan, reitera a afirmação de Haroldo, dizendo que a fiscalização e o monitoramento das ações realizadas é fundamental para certificar que os investimentos estão sendo aplicados da forma correta. "Os membros do Formads precisam ser autores, réus e juízes da fiscalização para otimizar a efetiva utilização do dinheiro público," completou.
O ambientalista Jorge Gonda propõe que o governo, estadual e municipal ofereça incentivos a população para que preserve áreas verdes, assim como acontece com as indústrias que se instalam em Mato Grosso do Sul. De acordo com Jorge esse estímulo pode ser por meio de desconto em algum tipo de imposto pago pelo cidadão.
Jânio Macedo, membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, disse que em 2011 o Conselho pediu para gerir a verba destinada à recuperação do Guariroba, mas ainda aguarda uma posição da Prefeitura. Para ele, o controle por parte da sociedade civil organizada, facilita a prestação de contas. No ano passado, foram destinados R$ 800 mil da Agencia Nacional de Águas (ANA) e R$ 88 mil do Executivo Municipal na implantação do projeto. Para este ano, estão previstos R$ 1 milhão do orçamento da União para dar início a segunda fase.
Na próxima terça-feira, dia 24 acontecerá uma reunião na sede da OAB/MS, para organizar uma consulta pública sobre os investimentos na recuperação do Córrego Guariroba.