Quantidade não é qualidade no ensino jurídico, afirmam membros do Conselho Federal

A qualidade do ensino jurídico também faz parte da discussão do III Fórum Regional de Educação Jurídica, que acontece até sexta-feira (27/4), em Campo Grande, e para Rodolfo Hans Geller e Ademar Pereira, presidente e vice da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB, o número excessivo de cursos de Direito no Brasil não garante o bons profissionais.

"O nível superior não deve ser um ‘bico’ para os docentes, as instituições têm que investir na titulação dos professores e melhorar a remuneração, assim teremos avanços na educação jurídica. Além disso, é preciso estimular o estudante para que ele vá em busca de mais conhecimento e não fique apenas no que está dentro da sala de aula", afirmou Geller.

Ademar define a realidade de hoje como uma "mercantilização" do ensino jurídico. "Muitas instituições têm o aluno como consumidor e não se comprometem com a educação. A prova disso são os concursos públicos, onde sobram vagas por despreparo dos candidatos", argumentou.

Atualmente existem mais de mil e duzentas faculdades de Direito no Brasil. Destas, apenas 89 foram agraciadas com o selo de qualidade da OAB. "Não que todas as outras sejam ruins, o selo não é um ranking. Mas queremos que o Ministério da Educação tenha posicionamento mais firme contra a abertura de novas faculdades", disse  Geller. Ambos defendem o Exame da Ordem como garantia, ao cidadão, de um representante da Justiça de qualidade.

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