Foi realizada nesta segunda-feira (29) na Escola Superior de Advocacia (ESA/MS) a audiência pública que debateu a decisão do MEC (Ministério da Educação) em cortar as bolsas de estudantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
De acordo com representantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), existem hoje no país em torno de 90 mil bolsistas, sendo aproximadamente 3 mil bolsistas só em Mato Grosso do Sul. No Campus da UFMS em Campo Grande são disponibilizadas 702 bolsas para estudantes de graduação, 98 bolsas para supervisor e 56 bolsas para coordenadores de área.
O coordenador institucional do PIBID/ UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Paulo Ricardo da Silva Rosa, explicou que o primeiro corte de verbas para o programa de pesquisa no Estado aconteceu em 2014 e que no ano passado nenhum recurso foi destinado. “A única fonte de custeio e de capital do PIBID é a Capes. Sem a verba o programa morre e a estimativa é de que em média 50 mil estudantes em todo o Brasil percam a bolsa”, anunciou inconformado Paulo Ricardo.
Autoridades políticas, da educação e do judiciário participaram da audiência pública. “Coloco a Ordem dos Advogados de Mato Grosso do Sul à disposição de vocês nesse manifesto. Nos comprometemos em apoiar a luta pela manutenção do programa no Estado”, declarou o presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche.
Segundo a coordenadora de área do PIBID no curso de História, Vanderléia Paes Leite Musse, a audiência pública foi positiva, pois sinalizou para oportunidades de mobilizar novos parceiros em prol da mesma luta. “Precisamos reverter a situação que se encontra o programa e para isso contamos com os órgãos municipal e estadual de Educação e com os políticos. Vamos elaborar uma Carta de Apoio ao PIBID para entregar no Ministério da Educação. Esse movimento precisa chegar ao governo federal”, comentou.
