A Comissão de Inovação e Tecnologia Jurídica (CITJ), na noite desta quarta-feira (15), realizou mais uma reunião ordinária de trabalho e, desta vez, debateu o tema “Inteligência Artificial aplicada ao Direito: Análise Automatizada e Classificação Inteligente de Subsídios”, com palestra da advogada Samara Moreira de Oliveira.
Além dos debates e troca de experiências, a Presidente da comissão, Leide Dias, deu posse a três novos membros: Jamille Pesquero Deghaiche, Samara Moreira de Oliveira e Camila Denise Molina Soares.
Durante sua fala, Samara destacou a atuação estratégica da advocacia com apoio da tecnologia e trouxe uma reflexão essencial sobre o papel da tecnologia na prática jurídica contemporânea.
Segundo ela, a proposta não é substituir o advogado, mas ampliar sua atuação e potencializar sua produtividade, rompendo com a limitação tradicional de atividades como análise de documentos e redação de peças processuais.
“Com o uso adequado de ferramentas tecnológicas e inteligência artificial é possível reduzir significativamente o tempo de análise de documentos, que antes levava de 40 minutos para apenas 5 minutos, sem comprometer a qualidade do trabalho”, disse.
Para Leide Dias, a reunião foi muito produtiva porque a convidada trouxe experiências que podem ser utilizadas por todos os advogados. A Presidente da CITJ defende que as novas tecnologias não substituirão os advogados, embora muito se fale sobre isso e haja um certo receio, principalmente dos que não utilizam a IA como ferramenta.
“A inteligência artificial veio para ser auxiliar do advogado, entretanto, se este não tiver a expertise que lhe cabe, que é entender sobre as leis, conhecer jurisprudência, saber identificar um documento no processo, a IA não servirá para nada porque trará somente informações que o profissional desconhece. Ao otimizar processos repetitivos, a tecnologia proporciona mais tempo de qualidade para o advogado dedicar-se ao que realmente importa: o pensamento estratégico, o relacionamento com o cliente e a construção de soluções jurídicas criativas e eficazes”.
