A Comissão Permanente de Assuntos Indígenas (COPAI), da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, vem a público prestar homenagem ao líder indígena, cacique Ambrósio Vilhalva, assassinado no dia 2 de dezembro.
“A COPAI se solidariza com a família de Ambrosio e também com seu povo. Sua morte significa que ainda estamos desprovidos de um Estado Democrático, que não respeita a diferença”, diz a presidente da COPAI, Samia Roges Jordy Barbieri,
O líder indígena morava na tekoha Guyraroka, em Caarapó e foi morto a facadas na madrugada desta segunda-feira. A Polícia investiga o crime. Ambrosio é uma das lideranças da Aty Guasu, defensor de direitos humanos, conhecido internacionalmente como filósofo e intelectual. Ficou conhecido também por sua atuação como ator, no papel de Nádio, no filme da Terra Vermelha.
A liderança Ambrosio Vilhalva lutou, por mais de 30 anos, pela recuperação da Terra Indígena Guyraroka, reconhecida pelo Governo Federal e declarada pelo Ministro da Justiça em 2009, sob a portaria nº 3.219/MJ, com a extensão de 11.440 hectares.
Os líderes e amigos Marco Terena e Ailton Krenak transmitiram à COPAI sua consternação diante do assassinato. Marco e Ailton moram em Brasília e Minas Gerais, respectivamente e “não conseguem entender, como nós também, tantas mortes de lideranças no Mato Grosso do Sul”, relatou Samia.