Entrevista Roberto Ajala Lins: Presidente da 1ª Subseção da OAB/MS

Em entrevista para o site da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, o presidente da 1ª Subseção de OAB/MS, Roberto Ajala Lins, comentou sobre a reunião do Conselho Seccional, Colégio de Presidentes, a atual gestão da entidade e o papel da Ordem entre os advogados e a sociedade e os desafios da Subseção que comanda. 

OAB/MS: Qual a sua avaliação sobre os encontros realizados em Corumbá?

Roberto Lins: É muito gratificante receber os advogados do estado em nossa cidade num período de festa de São João que é tradicional e mistura o religioso e o profano. Corumbá é uma cidade centenária, tem muitas histórias e particularidades e são essas características que a diferenciam no Mato Grosso do Sul. Aproveitamos a oportunidade para mostrar a nossas manifestações culturais e, acima de tudo, tratar assuntos de interesse da advocacia.

OAB/MS: Como é o relacionamento da Subseção com a Seccional?

Roberto Lins: Essa diretoria tem um diferencial muito grande das outras porque nos aproxima do presidente, nos sentimos “abraçados”. O Mansour é uma pessoa absolutamente disponível e junto com sua equipe tem renovado a energia dos advogados do estado. A colaboração da Seccional foi fundamental para estruturar a nossa Subseção. A sede estava abandonada, sem cuidado. Aos poucos estamos organizando a nossa casa.  É um novo momento.

OAB/MS: A participação da OAB diante da sociedade e dos advogados mudou nos últimos tempos?

Roberto Lins: A OAB retomou esse protagonismo. Quando eu comecei a advogar, há 30 anos, achava que a OAB se imiscuía muito em assuntos da sociedade e tinha a impressão que estava sempre pronta para punir o advogado. Com o passar do tempo, passei a ter outro entendimento, outra visão. A instituição OAB tem peso para a sociedade brasileira e ficou “apagada” por um bom tempo, perdendo o seu protagonismo. O que se observa hoje é que a OAB volta a ocupar esse lugar de destaque do qual ela nunca deveria ter saído, justamente pela sua independência, pela liberdade concede àqueles que querem se expressar, expor a sua opinião.

OAB/MS: Os advogados que não respeitam a Constituição atrapalham a compreensão do papel do profissional perante a sociedade?

Roberto Lins: Quanto mais forte é a OAB, mais a entidade ocupa um lugar dentro da sociedade e maior é a valorização do profissional; uma coisa puxa a outra. O fato de lidarmos com pessoas que cometem ilícitos, consequentemente, faz com que a sociedade se volte contra o advogado confundindo a figura do advogado com o bandido. Assim como em toda profissão e, na advocacia não seria diferente, existem profissionais que não honram o juramento que fizeram.

OAB/MS: A presidência da OAB é como imaginou? Quais os principais desafios?

Roberto Lins: Estou muito satisfeito com a 1ª Subseção e vivencio a OAB diariamente. Na Subseção recebo os advogados, atendo os jurisdicionados e desta forma temos caminhado bem. São inúmeras demandas. Quando assumimos a gestão, tínhamos 113 processos éticos para um universo de 260 advogados. Diminuir o número de processos é um grande desafio da nossa gestão. Os colegas reincidentes em práticas ilícitas envergonham a advocacia. No campo do conhecimento estamos trazendo cursos da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso do Sul (ESA/MS) para interiorizar o ensino jurídico e fomentar a atualização dos advogados.

Roberto Ajala Lins é advogado, professor universitário e conseguiu unir as duas profissões em um trabalho cheio de entusiasmo e satisfação. 


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