Vítima de insuficiência respiratória, faleceu, no Rio de Janeiro, o ex-conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Daniel Penna Aarão, de 88 anos. Aarão iniciou sua vida profissional como taquígrafo aos 19 anos, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Passou pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal, do qual foi diretor da biblioteca. Foi pioneiro de Brasília para onde mudou-se em 1960 e onde ficou até encerrar a carreira de servidor público em 1966, como diretor da Secretaria do Tribunal. Voltou ao Rio, onde continuou a trabalhar como advogado. Por ironia, viu seus quatro filhos serem perseguidos pelo regime militar e se tornou um ferrenho defensor dos direitos humanos e civis. Em meados dos anos 70 e ao longo da década seguinte, tomou parte ativa no Instituto dos Advogados do Brasil, na Academia Brasileira de Letras Jurídicas, e foi eleito para a Seccional do Estado do Rio e para o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Foi ainda diretor da Biblioteca do Tribunal de Justiça e, nos anos 80, diretor da Biblioteca do Instituto dos Advogados do Brasil.