A OAB/MS acompanha a negociação entre a Prefeitura de Campo Grande e a Santa Casa, que tenta definir um acordo para o repasse de verbas ao hospital, afastando a ameaça de paralisação de serviços. Em reunião na manhã desta quarta-feira (15), representantes do município, do Governo do Estado e da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa, ressaltaram novamente suas posições, e o impasse continua. O secretário-geral da OAB/MS, Lázaro José Gomes Júnior, participou da reunião.
Na ocasião, prefeito e governador não compareceram, e enviaram representantes sem poder de decisão. A indefinição do contrato coloca os atendimentos realizados pelo hospital em risco. “Ficou definido que um novo convite será enviado tanto para o prefeito de Campo Grande, quanto para o governador do Estado, para que eles possam debater pessoalmente, e quem sabe chegarem a um acordo”, comentou o secretário-geral. Segundo ele, a OAB/MS se preocupa com a possível paralisação dos atendimentos, que poderá prejudicar ainda mais o cidadão.
No encontro de hoje, a prefeitura voltou a afirmar que não tem condições de ampliar os repasses ao hospital, e que precisa reduzir o valor pela metade, passando de R$ 3 milhões, para R$ 1,5 milhão. O déficit atual do hospital é de R$ 1 milhão, e com a redução o prejuízo seria ainda maior. Segundo a prefeitura, a solução é uma parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, que por enquanto, não sinaliza um acordo.
O representante do governador Reinaldo Azambuja afirmou que o Estado pode ajudar com repasses até maiores do que os R$ 2,5 milhões pretendidos pela Santa Casa, mas antes, quer realizar uma auditoria de três meses para saber como os recursos serão aplicados.
“Vidas não podem esperar. Vamos acompanhar essa negociação e pressionar por um breve acordo. É a OAB cumprindo seu papel constitucional de preservar os direitos humanos do cidadão”, finalizou Lázaro Gomes Júnior.
