O presidente da OAB, Subseção de Ponta Porã Dr. Marco Aurélio Claro tomou frente nas negociações durante a rebelião no presídio de Ponta Porã, ocorrida hoje pela manhã. O presidente informou que foi chamado pelos detentos, que exigiam representantes da Ordem. Sem um líder para as negociações, os 300 internos fizeram um agente penitenciário de refém e mataram outros dois presos. De acordo com o presidente eles atearam fogo nas celas e em hipótese nenhuma deixaram que o Corpo de Bombeiros entrassem no presídio. De acordo com o Dr. Marco Aurélio, trata-se de uma situação delicada. “Apesar da presença da polícia, de um juiz, eles continuam ameaçando”. Ele informa também que os internos solicitavam a presença da imprensa porém não foi permitido pelo juiz. Os internos alegam que Ronaldo Monteiro e Clecio Vanilto, mortos durante a rebelião estavam extorquindo dinheiro, além de reclamarem da superlotação. “O presídio tem capacidade para 80”, informa o presidente. Neste momento o presidente da Ordem, Subseção de Ponta Porã, ainda está no presídio, ele informou que os agentes penitenciários vão iniciar uma revista e que logo após devem ser feitas algumas transferências para os presídios de Campo Grande e Dourados. Todos os internos já estão dentro de suas celas Ele relatou ainda que outros três detentos foram feridos, sendo um deles em estado grave e deve ser encaminhado para o hospital de Dourados. O presidente Dr. Marco Aurélio Claro vai encaminhar um relatório ao presidente da OAB/MS, Dr. Geraldo Escobar relatando os acontecimentos e pedindo para que o mesmo interfira junto a Secretária Estadual de Justiça e Segurança Pública e ao Conselho Penitenciário para que se resolva o problema, principalmente em relação a super lotação.