
Segunda parte dos painéis de palestras do II Fórum de Segurança na Fronteira, realizado nesta quinta-feira (20), debateu estratégias de enfrentamento ao crime organizado, dentre outros relevantes relevantes ao Mato Grosso do Sul. O evento, realizado pela Comissão de Segurança Público foi prestigiado pelo Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Mansour Elias Karmouche.
Os palestrantes convidados que discutiram as temáticas foram: o Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), General Carlos Alberto dos Santos Cruz; Superintendente Regional da Polícia Federal, Cléo Matusiak Mazzotti; Superintendente Regional da Polícia Rodoviária Federal, Luiz Alexandre Gomes da Silva; o Delegado da Receita Federal em MS, Edson Ishikawa; Diretor de Inteligência da PF, Fernando Casarini e o Secretário da Sejusp MS, Antônio Videira.
O primeiro painel da tarde foi iniciado pelo Superintendente Regional da Polícia Federal Mazzoti. Ele avalia que para a repressão ao crime organizado “não basta apenas uma atuação policial, mas uma atuação mais forte do Estado como um todo na região de fronteira, para que haja um desenvolvimento e isso aliado às ações policiais vai trazer mais segurança pública.
Também convidado para o primeiro painel, o Superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul, Luiz Alexandre Gomes da Silva, citou que para o enfrentamento à criminalidade “deve haver contribuições de diversas áreas, mostrando que a questão de segurança pública na fronteira é ampla, não se restringe só as forças, mas a todas as áreas de desenvolvimento social”.
Conforme o Delegado da Receita Federal em Campo Grande, Edson Ishikawa, as pessoas acreditam que a Receita hoje precisa de servidor e infraestrutura. “O que é importante sim, mas mais que isso, fluxo e agilidade com eficiência. Agilidade e vigilância também são palavras-chave. Meu trabalho é buscar soluções e otimizar ações”.
Dentre os tópicos apresentados pelo Diretor de Inteligência da PF, Fernando Casarini, ele falou sobre a função dos Centros Integrados de Inteligência. “O conteúdo serve para assessorar na tomada de decisões dos órgãos. Os dados obtidos ajudam não só no combate, mas na construção de estratégias e diretrizes mais eficazes no combate a criminalidade”. Conforme Fernando, há no país três Centro de Inteligência, Brasília, Curitiba e Fortaleza. “Temos expectativa de um próximo a ser criado neste ano. Eu faço voto para que esse Centro venha para Campo Grande, afinal, temos uma fronteira grande, com dois países, crítica na questão do tráfico de drogas e armas”.
Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, falou sobre “Fronteira do Futuro: estratégias, metas e ações internacionais”. Durante a sua palestra mencionou barreiras na estrutura brasileira. “Temos problemas de legislação, ação de governo, funcionamento do judiciário, execução penal e a gente joga a conta toda nas policiais. Isso não pode acontecer, a situação deve ser mais integrada. Falta atenção política, presença física e autoridades competentes tomarem as devidas medidas. O que falta é responsabilização política”.
A última palestra foi ministrada pelo Secretário da Sejusp, Antônio Videira. Segundo ele, os efeitos da criminalidade, do contrabando e descaminho na fronteiro não refletem apenas em Mato Grosso do Sul, mas no país todo. “Enquanto existe insegurança afugentamos investimentos. Não se resolve uma questão de segurança pública, apenas agindo em Ponta Porã. Temos que estar todos juntos na resolução desse problema em todo o país”.
