Fórum da COPAI discute violência nas aldeias indígenas de MS

Na noite de quinta-feira (18) a OAB/MS sediou o Fórum de Assuntos Indígenas, organizado pela Comissão Permanente de Assuntos Indígenas (COPAI). Em discussão o combate à violência dentro das aldeias sul-mato-grossenses. O evento reuniu autoridades, representantes de órgãos responsáveis por ações favoráveis aos índios e representantes das oito etnias indígenas presentes no Estado.
“Para a OAB/MS é muito gratificante sediar este evento. A Ordem é um local de debate não apenas dos advogados, mas principalmente das questões que envolvem o cidadão”, afirmou em seu discurso de abertura o presidente da Seccional, Júlio Cesar Souza Rodrigues.
A vice-presidente da COPAI, Tatiana Ujacow, destacou que a criação do Fórum é uma forma de facilitar o acesso da comunidade aos membros do poder público, proporcionando diálogo entre população e entidades envolvidas no tema. “Esta é uma ótima oportunidade para as comunidades relatarem seus problemas e apresentarem sugestões. Com as informações dos debates, um documento é elaborado e encaminhado às autoridades cobrando soluções”, explicou.
Durante o fórum, a situação da saúde indígena no Estado também entrou em discussão. De acordo com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), existem em MS mais de 73 mil indígenas divididos em oito etnias, mas são apenas 1,4 mil profissionais de saúde que fazem o trabalho em todas as aldeias do Estado. 
Para a presidente da Comissão, essa falta de estrutura ocasiona problemas permanentes nas aldeias, agravando ainda mais a situação do índio. “Temos que analisar e pensar em soluções. Estamos debatendo a violência, e esperamos tirar recomendações valiosas para solucionar essa situação”.
Também participaram do Fórum a vice-governadora de MS, Rose Modesto, o delegado da Polícia Civil, Roberto Gurgel de Oliveira, o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Elton Fonseca, o delegado da Polícia Federal, João Marcos Gomes, o tenente-coronel da PM, Waldomiro Centurião Machado e a advogada membro da COPAI, Neyla Ferreira Mendes.

Deixe um comentário