Impulsionar, dialogar e capacitar as mulheres. Esse é um dos desafios impostos no seminário “A mulher e a democracia”, realizado na sexta-feira (07), no auditório da Ordem das dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul. O evento foi uma realização do Conselho Nacional e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher em parceria com o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos e apoio da OAB/MS.
A solenidade de abertura contou com a presença da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Iacita Azamor Pionti, da coordenadora da Área de Saúde e Poder da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Elizabeth Saar, da coordenadora Especial de Políticas Públicas para a Mulher de Mato Grosso do Sul, Carla Stephanini. A superintendente de Políticas de Direitos Humanos da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setass), Marina Sampaio Bragança, a presidente da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher de Campo Grande, Tai Loschi, a coordenadora de Políticas para a Promoção da Igualdade Social, Raimunda Luzia de Brito e a representante do Fórum Nacional de Instâncias de Mulher de Partidos Políticos, Tereza Vitale, também estiveram presentes.
Segundo Iacita Azamor Pionti, a principal missão do seminário é fazer com que as mulheres multipliquem o que foi absorvido levando o compromisso de promover a igualdade entre ambos os sexos. “Temos 50 conselheiras em nosso Estado, se cada uma levar um pouco que seja do que aprendeu conseguiremos com êxito mais mulheres comprometidas com a política”.
Marisa Serrano, a primeira senadora do Estado de Mato Grosso do Sul, ministrou a palestra “A Mulher e a Democracia” na qual fez um retrospecto de sua carreira e falou da importância da mulher na democracia e principalmente da responsabilidade que desempenha na função que exerce. “A sociedade não me vê apenas como uma boa política, mas principalmente o papel que desempenho, ou seja, se sou realmente capaz de estar onde estou”.
Durante todo o encontro, entre debates e palestras, as autoridades e participantes discutiram o preconceito, as dificuldades e as formas para incluir a mulher em cargos eletivos. Marina Sampaio abordou uma questão muito importante: a mulher que não vota na própria mulher. “Temos que falar de nós mesmas, multiplicar e formar opinião. Nosso objetivo é mudar a história e fazer a diferença”.
Já Raimunda Luzia de Brito homenageou a todos que acreditam que seja possível a inclusão da mulher na sociedade e questionou a falta de perseverança entre os interessados. “Muitos me perguntam: De novo uma reunião com esse tema? Já sei tudo sobre isso. E aí eu pergunto: Mas vocês estão colocando em prática o que aprenderam? Eu sempre digo que podemos assistir mil vezes mas se não colocarmos em prática é a prova que não aprendemos”.
Carla Stephanini colocou em destaque o ano eleitoral e a atenção que deve-se ter na hora do voto para eleger um candidato que dê atenção aos problemas da sociedade e que apóie e discuta também de forma contínua o trabalho para com as mulheres. “Queremos e podemos avançar, não permitimos retroagir”.
Além disso, ela apresentou uma plataforma de ações e projetos que a Coordenadoria juntamente com os órgãos competentes tem desenvolvido para articular a inclusão da mulher e ressaltou o compromisso dela nessa luta. “Não são todas as mulheres que nos representam, são aquelas que assumem compromisso com as outras”, finaliza Carla.