Os candidatos à Prefeitura de Campo Grande participaram do debate promovido pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). Os candidatos responderam perguntas sorteadas, perguntas de advogados e fizeram perguntas entre si. Os temas giraram em torno da em segurança pública, saúde, educação, transporte coletivo, impostos e geração de emprego e aproveitaram para emendar propostas de administração. O debate começou morno e esquentou um pouco no penúltimo bloco, quando começaram a trocar “farpas”. Dagoberto Nogueira (PDT) e Nelsinho Trad (PMSB) debateram o problema da saúde. Após Nelsinho apresentar números sobre a saúde, afirmando que Campo Grande é um dos municípios que mais investiu na área, construindo 19 unidades de saúde, oito policlínicas e ainda o hospital da mulher, Dagoberto afirmou que a Nelsinho não conhece o problema, porque nunca precisou ir a um posto de saúde. “Não há avanços, a saúde enfrenta sua maior crise em Campo Grande, ou você desconhece o problema ou seus marqueteiros são mentirosos”, disse Dagoberto. Nelsinho defendeu-se repetindo o que foi feito na saúde nos últimos oito anos. Trad Filho também trocou “farpas” com o candidato do PT, Vander Loubet. Ele disse que o discurso do PT é incoerente e que está impressionado com a quantia que vem sendo gasta na campanha do adversário. A afirmação foi feita quando o candidato perguntou a Vander sobre o porque da não aprovação de reforma política do presidente Lula. O candidato do PT disse que se o governo fizesse a reforma, Nelsinho não poderia ter mudado do PDT e para o PMDB. Para Nelsinho, a reforma serviria para o governo do Estado “derramar de dinheiro na campanha do PT”. Loubet se defendeu afirmando que ao contrário do PMDB, há militância no PT. Em seguida, no último bloco, os candidatos fecharam o debate. Nas considerações finais, Suél Ferrante do PSTU defendeu a moratória ao FMI. Vander afirmou que com vontade política irá conseguir reduzir impostos e fará gestão democrática. Antônio Cruz do PTB disse que vai defender a qualificação profissional. Dagoberto Nogueira do PDT disse que tem vai conseguir gerar empregos e Nelson Trad Filho do PMDB reafirmou a continuidade do trabalho do prefeito André Puccinelli (PMDB). Planos de governo Nelson Trad Filho (PMDB) falou sobre melhorias na área de esporte e lazer. Afirmou que irá construir quadras, campos e praças, além de o Fundo de Apoio ao Esporte e fazer parcerias com a União para melhorar a qualidade de vida. Vander Loubet (PT) respondeu sobre a cobrança da taxa de iluminação pública. Seguindo Loubet, a taxa será cobrada proporcionalmente com a renda da população. Disse também que irá deixar de cobrar a taxa de asfalto cobrada atualmente pela Prefeitura de Campo Grande. Sobre o assunto, Dagoberto Nogueira (PDT) afirmou que não irá ferir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que prevê a cobrança do asfalto. Antônio Cruz do (PTB) apresentou proposta para viabilizar implantação de plano de cargos e carreiras para procuradores de justiça do município. Suél Ferrante (PSTU) afirmou no primeiro bloco que irá diminuir o salário dos vereadores de Campo Grande para no máximo R$ 2 mil, em resposta sobre projeto que tramita no Congresso para aumentar repasse de verbas para as Câmaras de Vereadores, o que representaria um aumento em R$ 1,8 milhão do repasse em Campo Grande.