Campo Grande – O Movimento MS Contra a Violência, encabeçado pela OAB/MS, levou ao centro de Campo Grande na manhã deste sábado (28) pelo menos duas mil pessoas, conforme cálculos da PM fornecidos pelo tenente João Guilherme (Ciaptran).
Mais do que quantidade, o evento retratou a união da população em torno de uma causa comum através da pluralidade de segmentos que representou toda a sociedade. Desde indígenas a profissionais liberais, incluindo comerciantes, empresários, estudantes, crianças, jovens e idosos de todas as classes sociais, o ato reuniu até autoridades municipais, estaduais e federais na Praça Ari Coelho e na passeata pelas ruas centrais da Capital de Mato Grosso do Sul.
“Este ato simbólico traduz a representatividade de todos os segmentos da sociedade contra a violência”, afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad. Para ele, o primeiro objetivo foi conquistado: chamar a atenção de toda a sociedade.
“Agora, o movimento prossegue com propostas para a criação de uma política pública de segurança com participação do cidadão e das autoridades. Essas ações serão monitoradas por um Fórum Permanente com representantes de todos os segmentos. Ou fazemos algo agora ou em pouco tempo será tarde demais”, afirmou Fábio Trad.
Todos por um objetivo – O movimento une a sociedade organizada das mais diferentes formas. A passeata deste sábado exibiu essa adesão de diferentes ao ser aberta por mototaxistas ( profissionais que no dia-a-dia enfrentam o risco da violência do trânsito e o risco de assaltos) ao lado de integrantes do Dinossauros Triciclo Clube, representando motociclistas que usam seus veículos como meio de lazer.
Na mesma caminhada, empresários e comerciantes uniram-se aos trabalhadores, representandos por sindicatos, pela redução da criminalidade urbana. Essa união, afirmavam, é também pela redução da pesada carga tributária que ameaça a economia, a produção, a geração de empregos, de influência direta no aumento dos índices de violência.
Junto deles, indígenas defendiam o fim da violência que tem sofrido ao longo de séculos e que continuam enfrentando pela disputa de terras. E produtores rurais que da mesma forma buscam a paz no campo e nas cidades do estado.
Até quem não compôs a passeata, participou. No momento em que a manifestação percorria as ruas, comerciantes e comerciários baixavam pela metade as portas dos estabelecimentos em sinal de adesão ao movimento, conforme orientação da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande. Nas calçadas, os pedestres observavam o ato demonstrando seu total apoio.
Além da participação espontânea da sociedade nos seus mais diferentes níveis, o movimento, suprapartidário, conquistou o apoio de lideranças políticas plurais. Entre os que prestigiaram o ato de hoje, estavam o prefeito Nelson Trad Filho, o presidente da Câmara dos Vereadores Edil Albuquerque, o deputados estaduais Maurício Picarelli e Pedro Teruel e os vereadores Gilmar Olarte, Cabo Almi e Djalma Blans.
Vestindo a camisa – Manifestações semelhantes prosseguem. Na manhã do dia 1º de Maio (Dia do Trabalhador), durante o tradicional Torneio dos Veteranos de futebol soçaite a ser realizado na Praça Belmar Fidalgo, em Campo Grande, uma das equipes vai vestir a camisa do Movimento MS Contra a Violência.
Naquela data, como ocorreu no ato deste sábado, será distribuída uma cartilha com as “Propostas Concretas para o Combate à Violência em MS”. O documento inclui desde ações no plano da família, na educação etc., até a repressão à criminalidade.
São propostas de diversos segmentos da sociedade organizada que integram o movimento. Partem do princípio de que “ninguém faz mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis”. Palavras do filósofo grego Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.) que precisam estar na consciência de cada cidadão, em todos os níveis sociais, para que a sociedade, como um todo, cumpra seus deveres e possa exigir seus direitos. Princípios básicos para se conquistar o bem estar coletivo que defende o Movimento MS Contra a Violência liderado pela OAB.
A íntegra dessas propostas está no site www.mscontraviolencia.org.br