Negligências no HU de Dourados devem ser investigadas pelo MPF, diz OAB/MS

 

Depois de analisar o caso, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MS, Kelly Cristiny de Lima Garcia, afirmou que os casos de negligência no HU/UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) devem ser investigado pelo MPF (Ministério Público  Federal).

A suspeita é de que pelo menos dois procedimentos de parto foram realizados de forma inadequada, sendo que um deles acabou com a morte da criança. Para Kelly, cabe o MPF "investigar as irregularidades do hospital, sem prejuízo da responsabilidade civil (quando as vítimas iniciam o procedimento)".

Valdecir Ferreira Sobrinho, pai da criança que morreu no parto, procurou o MPF para denunciar a morte do filho. O órgão, entretanto, pediu que a Comissão de Saúde e Seguridade Social da Assembleia Legislativa investigue os casos. A presidente da Comissão garante ainda que a OAB/MS vai autuar o processo.

A suspeita é de os dois partos tenham sido realizados de maneira incorreta. Em um deles, a mulher foi submetida ao procedimento com 41 semanas de gestação, cinco a mais que o normal, o que resultou no falecimento da criança logo após o parto. Também no HU/UFGD, outra mulher teria sido levada com pressão alta a fazer o parto normal, o que não poderia ser realizado; a equipe médica teria mudado para a cesariana no meio do procedimento, o que quase acarretou a morte de outro bebê.

O HU, em nota, afirmou que "todo óbito neo-natal é investigado por um comissão interna de ética médica, que já está avaliando este óbito".

 

Deixe um comentário