Novo presídio abrigará apenas réu primário de delegacias

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Jacqueline Lopes As mudanças no complexo penitenciário de Campo Grande não terão reflexos no funcionamento do novo presídio cuja inauguração está prevista para o dia 30 de novembro. Nesta manhã, presos do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) ameaçaram rebelião por conta da troca do diretor Hélvio Lapinsk, que ocupará o mesmo cargo frente à Casa do Albergado – semi-aberto – onde estava à frente da direção o oficial penitenciário, Luiz Carlos dos Santos, novo diretor do IPCG. O diretor de Operações da DGSP (iretoria Geral de Administração do Sistema Penitenciário, Pedro Carrilho de Arantes, em entrevista ao Campo Grande News, disse que as 180 vagas que estarão disponíveis no novo presídioo não “desafogarão” diretamente o IPCG, onde 650 homens dividem um espaço planejado para 250 , e o EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima), onde há mais de 800 presos, quando o espaço é para 360. “A intenção é fazermos cumprir a LEP (Lei de Execuções Penais) com a transferência dos presos réus primários das delegacias que hoje estão superlotadas”, explicou Arantes. Segundo ele, mesmo que insuficiente suficiente para solucionar o excesso de pessoas no IPCG e EPSM, o quadro no que diz respeito ao sistema penal será de avanço. Os réus primários que hoje cumprem pena nos presídios permanecerão onde estão, segundo Arantes já “absorveram” os hábitos dos detentos que cumprem penas de maior gravidade.