A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) desponta em nível mundial em razão de possuir uma rede interna de proteção aos direitos humanos e em face da postura que a advocacia brasileira adota em relação à defesa desses direitos. A conclusão foi anunciada hoje (21) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, ao participar de mais um dia de debates na programação do I Encontro de Advocacias Iberoamericanas e Europeias, que acontece em Málaga, na Espanha.
No encontro internacional, o presidente da OAB concluiu que, apesar de todas as violações aos direitos humanos que ocorrem no Brasil, os advogados brasileiros têm a sua autonomia e independência respeitadas, cenário importante para que haja a defesa efetiva desses direitos. “Os debates evoluíram no sentido de criarmos, a partir da advocacia e em nível mundial, núcleos de defesa dos direitos humanos. Esse foi o propósito que levou Brasil e Espanha a firmar um convênio para viabilizar a defesa dos direitos humanos a partir dos diversos colégios de advogados no mundo”, explicou .
Outro ponto destacado pelo presidente nacional da OAB é o fato de que a questão dos direitos humanos envolve também a soberania dos países, daí a dificuldade de se impor um modelo para esses direitos no mundo, na medida em que nem todos os países se submetem aos tratados internacionais que defendem esses direitos. “Faz-se necessário que quebremos a cultura contrária à defesa dos direitos humanos”, enfatizou.