Shows no Parque das Nações não ferem reserva, diz OAB/MS

 

 

Em meio a indefinição da realização de shows no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, a OAB/MS se posicionou contra a interdição do local para eventos musicais.

"O parque foi projetado para shows, afinal tem a concha acústica, arena para shows e, além disso, estes locais estão longe da reserva ambiental", afirmou Leonardo Duarte, presidente da seccional da OAB no Estado.

A realização, ou não, de shows no local teve novo capítulo último final de semana, quando o Ministério Público Estadual pediu a suspensão do megashow da dupla Munhoz e Mariano, decisão que acabou ocorrendo.

Quanto ao problema de poluição sonora, o presidente da OAB/MS acredita que medidas alternativas poderiam ser tomadas. "A questão também envolve a poluição sonora, que neste caso poderia ser resolvida com a determinação de um limite máximo de volume do som, ou de um horário limite para o término do show", afirmou Duarte.

A situação demonstra a falta de opções de arenas de eventos na Capital. "Campo Grande não tem outro lugar para shows. No Parque das Nações eles são realizados longe da reserva, de maneira que não existe dano ambiental considerado", analisou Duarte.

O presidente da OAB/MS ainda acredita que, caso seja proibido shows no Parque das Nações Indígenas, a mesma medida deve ser tomada em toda a cidade. "(Se proibir o uso musical do Parque) por conseguinte, teria que proibir aglomerações nas proximidades da avenida Afonso Pena, e também em outros lugares".

 

 

 

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