Campo Grande – A inclusão digital é mais um compromisso de campanha que está preste a ser resgatado pela Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso do Sul, segundo informações liberadas pelo vice-presidente da instituição, Jésus Cunha, que está cuidando do assunto.
Em breve (dentro de aproximadamente 15 dias), a Sala de Informática, localizada no Centro de Convivência Sálvio Haendchen, à Rua Joaquim Dornelas, 700, Vila Bandeirante, estará oferecendo curso de computação sem nenhum custo para os advogados com registro junto a OAB-MS.
Além da iniciação ao computador, os advogados terão a disposição todas as informações de que precisarem via Internet. Os cinco computadores, adiantou Jésus Cunha, serão integrados a rede mundial através do sistema ADSL (Banda Larga).
Sobre o início do curso de iniciação a informática, informou que será decido em conjunto com a Diretoria do Centro de Convivência. “Entendemos que o melhor caminho para a consumação do processo de inclusão digital é a divisão de responsabilidade”, justificou o vice-presidente da CAAMS.
As infovias – Conforme artigo assinado pelo advogado Carlos Antonio Farias de Souza, co-editor da Revista Jurídica na Internet Dataveni@, os estudiosos das conquistas tecnológicas da civilização humana, as infovias ou comunicação através de computadores, será o principal meio de comunicação no futuro, caracterizando assim uma era onde as informações trafegarão na forma de dígitos, como o sistema binário, utilizado pelos computadores.
O Direito como ciência social fundamental, nesta sociedade em transformação, já começa também a ser alcançado pela febre de informatização, já sendo o computador equipamento básico nos escritórios dos profissionais do Direito.
A integração destes computadores às redes como a internet, possibilitando acessar dados em outros computadores a milhares de quilômetros de distância é uma tendência no mercado.
Em uma sociedade globalizada, com os avanços tecnológicos na área da informática e transmissão de dados à distância (infovias) a velocidade de obtenção desta informação, será o diferencial.
Do profissional do Direito nesta era digital, exigir-se-á o conhecimento de um idioma internacional (principalmente o inglês) e conhecimentos básicos de informática que permitam a utilização dos recursos disponíveis.
Seria um delírio futurista imaginar a seguinte situação: Uma audiência onde o Juiz diante de um terminal de computador, acoplado a uma câmera de vídeo e microfone, que possibilitasse ver e ser visto pelas partes em litígio, ouve autor e réu e seus advogados, estes situados em seus escritórios, também dotados de um terminal de computador contando com os mesmos recursos do magistrado?
Não é um delírio futurista. Estes recursos tecnológicos já existem e através da Internet já é comum utilizar-se o microfone e a câmera de vídeo para transmissão da voz e da imagem entre pessoas que utilizam a rede para comunicação com familiares e amigos situados a milhares de quilômetros.
Assim, o Direito deverá ser enormemente beneficiado com estas novas tecnologias da informação tornando-se uma ciência mais ágil, democrática e acessível ao cidadão comum.